Posição Contrária à Ordenação de Pastoras
A Convenção Geral das Assembléias de Deus no Brasil, esclarece as dúvidas de
muitos irmãos acerca do seu posicionamento contrário a ordenação de mulheres ao
ministério pastoral, através de um parecer do consultor teológico da CPAD,
pastor Antônio Gilberto que mostra biblicamente que não há subsídios bíblicos
para a ordenação de pastoras.
Não, não é correto. É uma resolução e provimento de certas igrejas locais e
mesmo denominações, e isso sem estrito suporte das Escrituras Sagradas, como
ocorre com outros fatos de somenos alcance.
Jesus, no seu ministério terreno, teve auxiliares mulheres. Eram santas
mulheres, que o serviram e aos seus apóstolos, de várias maneiras, até à cruz,
mas Ele nunca as nomeou para o santo ministério, como este termo é hoje
entendido entre nós. Ora, Jesus sempre sabia o que fazia e o que deveria ou não
ser feito.
O apóstolo Paulo, constituído por Deus, pregador, apóstolo e mestre, o maior
expoente como obreiro do Senhor, nunca separou, nem ordenou, nem mencionou
diaconisas, pastoras, episcopisas (bispas), apóstolas, etc, apesar de
carinhosamente destacar obreiras do Evangelho, cujos nomes estão eternizados nas
páginas da Bíblia, por causa do dedicado e amoroso desempenho delas no serviço
do Senhor.
Casos como o de 1 Timóteo 3.11, basta um exame acurado, demorado, erudito,
imparcial e sem idéias preconcebidas do contexto, para se ver que não se trata
de diaconisas. No caso tão citado de Febe (Romanos 16.1), a expressão "a qual
serve a igreja" (literalmente "a qual exerce o diaconato"), sua construção
frasal no texto original está no masculino. É que talvez não havia ali em
Cencréia diáconos, por estar a obra no seu início, ou porque não havia diáconos
suficientes, e então Febe deve ter desempenhado essas funções em caráter
especial e provisório. Ora, a obra de Deus não deve sofrer devido a limitações
humanas como deve ter sido o caso da congregação de Cencréia (que na época era o
porto oriental da cidade de Corinto).
Casos como o de Débora e Hulda (no Antigo Testamento) devem ser estudados nos
seus respectivos contextos. Textos como Números 8.11, igualmente. No Novo
Testamento, casos como o de Ana, as filhas de Filipe, as mulheres cooperadoras
de Romanos 16, seguidas de Evódia e Síntique (em Filipenses), devem ser
considerados em seus respectivos contextos diversos. Uma reflexão diante de
Deus, partindo dos textos como 1 Coríntios 3.10-11 é fundamental aqui para o
norteamento do consulente.
Ainda sobre a irmã Febe: em situações como a daquela igreja, Deus suscita a quem
Ele quiser, mas isso não significa uma regra bíblica; é exceção. Isso revela a
soberania de Deus, mas saiba-se que não é uma regra geral da parte do Senhor.